Cidadania e participação social

Há muito tempo, durante as sociedades de Grécia e Roma, a mão de obra escrava não tinha a mínima importância, mesmo que garantisse a produção que supria as necessidades da população. Enquanto isso os proprietários cumpriam seus deveres de se apoderar de terras e cuidar do bem estar da população. Nessa época, a participação popular era nula e o poder estava nas mãos dos poderosos.
Durante a idade média, então, surgiu uma relação entre servos e senhores feudais. Enquanto os servos trabalhavam exaustivamente e pagavam altos impostos, os senhores feudais ofereciam-lhes moradia e segurança, mesmo que tais terras ocupadas pelos servos fossem minúsculas quando comparadas às onde residiam os senhores feudais. A verdade era que os servos dependiam desses proprietários de terras, já que se fugissem dali, morreriam de fome. Novamente, não havia cidadania nessa época.
O mundo passou por diversas alterações durante toda a sua história. Atualmente existe participação social na maioria dos países ao redor do mundo, pois hoje, as pessoas têm direitos que independem da classe social, cultura ou etnia. O direito a voto,por exemplo, presente em grande parte das nações mundiais, dá ao cidadão a oportunidade de intervenção na política de seu país. O cidadão dos tempos atuais então, tem uma grande responsabilidade, já que ele escolhe quem o representa para governar a nação em que reside.
Infelizmente, ainda existem hoje, países, como a Líbia, envolvidos em intermináveis conflitos, onde a população, que depende de um ditador, vive em constante desespero. O Egito, porém, em dois mil e onze, sofreu um processo de democratização que provocou a deposição do ditador Hosni Mubarak.
Uma realidade de ditaduras é inaceitável e até arcaico para os tempos atuais. A cidadania deve ser um direito de todos. É necessário que as pessoas entendam a importância que elas têm, a ponto e mudar radicalmente a realidade de suas nações. Pois um país não é composto por divisões sociais, mas por cidadãs e cidadãos.